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Ninguém é feliz longe do amor.

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Hoje trago-vos um texto de um dos autores que muito admiro. Sou fã das crónicas semanais e por isso as partilho muitas vezes convosco.  Espero que gostem! Para sermos felizes, o amor faz quase tudo e nós quase nada. Mas o amor só dá o seu quase tudo depois de nós darmos o nosso quase nada. O amor é a semente viva do nosso sangue. Aquilo que faz com que entreguemos o que somos e temos. Tudo. A vida e o tempo, sem atrasos ou grandes dúvidas. O amor é um reconhecimento de mim no outro e do outro em mim. Contemplar as profundidades escondidas do coração é admirar o céu que existe no mais íntimo do íntimo de todas as pessoas. É aí que se esconde e se revela o divino em cada um de nós. O amor exige-nos tudo. O nosso tudo que é pouco face ao tudo que será nosso se formos capazes de amar. Esperando contra todos os desesperos e sonhando apesar de todas as angústias. Quando alguém ama torna-se livre. Voa, por fim, aliviado do peso das coisas insignificantes a que tantos chamam esse...

... porque os sonhos ultrapassam tudo!

Há quem acordado pressinta o nascer do sol quando ainda todos os outros dormem. Há quem durma apenas para que o seu corpo e espírito possam descansar da guerra que é a sua vida. A alma liberta-se das prisões a que, tantas vezes, as injustiças a condenam. O mundo é duro. Muitos são os que desistem e nos deixam sós a querer o alto da existência, eles preferem contentar-se com o momento… nós queremos a vida. Afinal, quem se satisfaz com o mínimo, não merece mais. Os sonhos são pedaços de eternidade. Viagens por entre os futuros possíveis. Amanhãs pelos quais a vontade anseia. O pior dos sonhos é que todos os temos… a diferença entre a alegria e a tristeza não está no facto de se ter ou não sonhado… mas no que se fez de concreto para mudar a vida para melhor. Decisões difíceis e arriscadas. Esperar apesar dos desesperos, manter a fé contra as evidências, lutar mesmo quando vencer parece impossível. Como se vence o sofrimento? Com obras que nos elevam. Os sonhos indicam-nos o destino, mas s...

Emendar ou remendar a nossa vida?

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Eis uma questão que muitas vezes coloco. Quando erramos ou fazemos alguma coisa que nos arrependemos mais tarde temos a tendência em remendar o sucedido, o certo é que muitas vezes voltamos a repetir o mesmo erro duas, três, quatro vezes... se o tivéssemos emendado não o teríamos repetido? Ou tínhamos?  O José Luís Nunes responde a esta questão na sua crónica desta semana, que transcrevo de seguida e coloco a negrito as questões com que me identifico. A verdade é que desde que assumi algumas das minhas fragilidades cicatrizei algumas feridas e isso foi fulcral na minha vida. As cicatrizes permanecerão, mas a ferida não estará aberta e não continuará a incomodar-me assim seja essa a minha vontade. As aparências e mentiras com que, por vezes, somos tentados a esconder as feridas abertas das nossas fraquezas são remendos.  Quando algo nos fere, rasga ou estraga, o importante é trabalhar nisso, com tudo o que resta, respeitando sempre a nossa integridade anterior e ...

... do MEC.

"Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre.  Ama-se alguém.  Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente.  O coração guarda o que se nos escapa das mãos.  E durante o dia e durante a vida, quando não está lá quem se ama, não é ela que nos acompanha – é o nosso amor,  o amor que se lhe tem." Miguel Esteves Cardoso